Mário Hilário Dimande, estudante de Mestrado em Educação/ Ensino Integrado de Ciências Naturais na Universidade Pedagógica de Maputo
Email: mariohilariodimande@gmail.com
Resumo
Esta pesquisa discute a gestão do ruído na sala de aula por parte dos professores da Escola Anexa ao Instituto de Formação de Professores da Matola, com o objectivo de identificar as estratégias adoptadas para o seu combate e propor recomendações que concorram para a sua mitigação. A escola objecto de pesquisa é uma instituição de ensino primário localizada na cidade da Matola, contando actualmente com 520 alunos distribuídos por doze turmas, da 1.ª à 6.ª classes, orientadas por igual número de professores. Os dados obtidos através de observação participativa e entrevista, e analisados com base no método qualitativo, revelam que os professores da escola em causa gerem o ruído na sala recorrendo a diferentes estratégias, a saber: i) apelo constante aos alunos para reduzirem as vozes durante as actividades; ii) administração de muitas actividades de ensino aos alunos como forma de garantir uma ocupação permanente; iii) controlo contínuo do professor através da circulação na sala; e iv) reestruturação constante da turma em grupos, dispersando os principais alunos promotores de ruído. Assim, recomenda-se que a Direcção da Escola organize uma oficina pedagógica para que os professores troquem experiências sobre as estratégias de contenção de ruído e estabeleçam medidas que criem uma consciência colectiva sobre o nível de voz permitido na escola em geral e, especificamente, nas salas de aula.
Palavras-Chave: Sala de Aulas, Gestão de Ruído, Aprendizagem Significativa.
Abstract
Keywords: Classroom, Noise Management, Meaningful Learning.
This research discusses classroom noise management by teachers at the Annex Primary School of Matola Teacher Training Institute, with the aim of identifying the strategies adopted to address this issue and proposing recommendations that contribute to its mitigation.
The school under investigation is a public primary school located in Maputo at the Matola city. It currently has 520 students distributed across twelve classes, from Grade 1 to Grade 6, taught by an equal number of teachers.
The data, collected through participant observation and interviews and analysed using a qualitative method, reveal that the teachers at this school manage classroom noise by employing different strategies, namely: (i) constantly reminding students to lower their voices during activities; (ii) assigning students numerous learning activities to ensure that they remain continuously engaged; (iii) maintaining continuous teacher supervision by moving around the classroom; and (iv) frequently reorganising the class into groups, separating the students who are the main sources of noise.
Therefore, it is recommended that the school administration organise a pedagogical workshop to enable teachers to exchange experiences regarding noise-control strategies and establish measures that foster collective awareness of the acceptable noise levels throughout the school in general and, more specifically, in classrooms.
Introdução
Na leccionação das aulas, buscam-se meios facilitadores da aprendizagem, considerando a realidade dos alunos. Entretanto, existem factores comportamentais e estruturais que podem interferir negativamente neste processo, sendo o ruído um deles. Branco (2013) salienta que o ruído na sala de aula prejudica o processo de ensino-aprendizagem, influenciando negativamente a saúde auditiva e a produtividade dos alunos e dos professores. Continua, referindo que o ruído pode comprometer a atenção e a concentração tanto dos alunos quanto dos professores.
A presente pesquisa tem como foco identificar as estratégias de gestão do ruído que os professores da Escola Anexa ao IFP-Matola adoptam como forma de contribuir para o sucesso do processo de ensino-aprendizagem dos alunos. Para a sua execução, a pesquisa baseou-se na abordagem qualitativa, com recurso à observação participativa e a entrevistas aos professores.
1.1. Definição de conceitos: som, ruído e barulho
Para Georges (2000), som é qualquer vibração mecânica ou conjunto de vibrações que se propagam através de um meio material (ar, água ou objectos), sob a forma de ondas de pressão. O som pode ser agradável (como a música) ou funcional (como a fala).
Fernandes (2017) afirma que o ruído é um som desarmónico, indesejável e sem sentido para o receptor, sendo mensurável (o chiado de uma televisão ou o som de um motor). Considera-se também ruído a mistura desordenada de sons ambientais, como as vozes em simultâneo, o arrastar de cadeiras ou as conversas paralelas que interferem na comunicação e na aprendizagem.
A ISO (2016) entende barulho como uma percepção subjectiva e comportamental de um som ou ruído que incomoda e causa desconforto acústico, devido ao volume elevado ou ao contexto em que este ocorre (por exemplo, conversas altas numa biblioteca). O barulho é subjectivo e psicológico, isto é, depende da percepção do ouvinte.
Portanto, toda vibração audível é som. Quando o som não possui harmonia ou é indesejável, designa-se ruído. Quando o ruído ou som passa a incomodar a pessoa, considera-se barulho.
Segundo Bistafa (2018), o ruído é geralmente resolvido na estrutura da escola e no comportamento dos alunos, ao passo que o barulho depende sempre de quem ouve, da gestão do professor e da disciplina dos alunos.
1.2. Causas de ruído na sala de aulas
Lacerda et al. (2007) referem que o ruído na sala é causado pelo elevado número de alunos por turma, pela elevação da voz do professor durante as aulas, pelo tráfego ou pela falta de cuidado com as condições físicas do ambiente.
Bisol et al. (2010) ressaltam que as causas do ruído na sala de aulas se dividem em factores comportamentais, estruturais e externos.
a) Factores comportamentais – os trabalhos em grupo, os debates ou as tarefas práticas, quando são desestruturados, sem regras claras para a sua execução ou sem definição nítida do nível de voz aceitável, muitas vezes originam ruído dentro da sala (Brannstrom et al., 2021).
b) Metodologia passiva – as aulas predominantemente expositivas e prolongadas tendem a gerar ruído, propiciando conversas paralelas entre os alunos.
c) Falta de rituais de gestão das turmas – com a ausência de estratégias não-verbais para a captação de atenção, o professor eleva a voz e os alunos respondem no mesmo nível (efeito Lombard).
d) Superlotação da turma – um número elevado de alunos num espaço reduzido aumenta a quantidade de interacções e de movimentações na sala de aula, (Guerreiro, 2023).
e) Mobiliário inadequado – as mesas e as cadeiras, sem protecção nos pés, geram ruído de impacto ao serem arrastadas.
f) Reverberação excessiva – as salas com superfícies duras e lisas (piso cerâmico, paredes desnudas e tecto de betão) reflectem o som, fazendo com que as poucas vozes se multipliquem no ambiente, (Bisol et al., 2010).
g) Layout espacial – a disposição das carteiras que dificulta a circulação, provocando esbarrões e a movimentação constante do material (Guerreiro, 2023).
h) Factores externos ao ambiente de aprendizagem – os ruídos vindo dos corredores, do recreio, de campos desportivos ou de salas vizinhas podem interferir no processo de ensino-aprendizagem (Bisol et al., 2010).
1.3. Consequências do ruído no processo de ensino-aprendizagem
UNESCO (2018) detalha que o barulho na sala prejudica directamente a inteligibilidade da fala, a concentração, a atenção e a memória de trabalho dos alunos durante o processo de ensino e aprendizagem. Machado et al. (2024) mencionam que a exposição prolongada ao barulho na sala gera estresse que interfere na capacidade de concentração, podendo levar ao esgotamento mental e físico dos alunos e do professor. Pimentel (2016) refere que o ambiente barulhento compromete o desempenho das actividades pedagógicas, pois os professores lidam com distracções frequentes, aumentando a carga emocional e cognitiva que precisam suportar. O estresse e a fadiga resultantes do ruído excessivo afectam os professores e comprometem a qualidade do ensino oferecido aos alunos. Coelho (2014) destaca como consequências do barulho o aumento de alunos e professores com problemas auditivos, a interferência na comunicação e na aprendizagem, os danos auditivos, o cansaço, entre outros. Franco (2010) ressalta que, dependendo do grau e do tempo de exposição ao ruído, o aluno pode ter o aumento dos batimentos cardíacos, falta de concentração, distúrbios digestivos e dores de cabeça. Branco (2013) menciona que o aumento do barulho poderá estar associado a um crescente insucesso escolar, fadiga, nervosismo, falta de memória, ansiedade, cansaço, irritação, problemas nas relações humanas, entre outros.
1.4. Estratégias de gestão do ruído
A UNESCO (2018) advoga que o controlo do barulho depende da infra-estrutura, da combinação entre intervenções comportamentais (regras da turma, dinâmicas de consciencialização) e das soluções acústicas estruturais da escola. Nesta senda, destaca a definição e o acordo de convenções claras com a turma sobre o nível adequado de voz para cada actividade (por exemplo: voz de apresentação, voz de trabalho em grupo e voz de silêncio/escuta). Recomenda também o uso de sinais não-verbais e visuais para a captação da atenção dos alunos, em substituição do aumento do tom de voz pelo professor. Sugere ainda a alternância de momentos que exigem maior interacção verbal com fases de trabalho individual ou de reflexão, evitando picos contínuos de ruído de fundo. A mesma fonte sugere também soluções e adaptações do ambiente, como, por exemplo, a aplicação de feltro ou borracha nos pés de cadeiras e mesas para eliminar o ruído de atrito com o piso. Machado et
al. (2024) propõem a promoção de um ambiente mais organizado e disciplinado na escola através de regras claras sobre o nível de barulho permitido durante as aulas. Este autor acrescenta, referindo que a gestão correta do barulho incentiva comportamentos respeitosos entre os alunos, ajudando-os a manter a concentração no aprendizado, ao mesmo tempo que estabilizam a sua saúde mental e o seu desempenho pedagógico.
Para a gestão do barulho na sala de aula, Rodrigues (2018) prescreve o semáforo, que é um dispositivo com luzes verde, amarela e vermelha que mede o nível de som no ambiente em tempo real. Este autor sublinha que o semáforo de ruído é um instrumento idealizado em imitação da gestão do tráfego. É concebido para desenvolver a auto-regulação do ruído de forma lúdica nos alunos, transformando-o do abstracto em um indicador visual claro. Desta forma, o sinal vermelho indica um silêncio total, sendo aplicável durante a explicação do professor, avaliações, leituras individuais ou em momentos de emergência. O sinal amarelo indica a voz muito baixa/sussurro, aplicável em trabalhos em grupo, momentos de dúvidas pontuais ou troca de materiais. O sinal verde indica voz baixa, sendo aplicável para trabalhos em grupo, feiras, projectos, debates e actividades dinâmicas. Na perspectiva do mesmo autor, para o sucesso na aplicação do semáforo auto-regulador de ruído, devem definir-se inicialmente as regras do seu funcionamento, isto é, o significado de cada cor, o tom de voz esperado e os respectivos momentos de aplicação de cada tom de voz. Este autor acrescenta, referindo que a criação das regras deve contar com a participação activa dos alunos para facilitar o seu cumprimento, ao mesmo tempo que o professor aplica mecanismos de reforço positivo de modo a encorajar os alunos.
Saliba (2018) indica a gestão de padrões de palmas como sinal gestual para interromper o barulho dos alunos, captando a atenção destes de forma serena, sem necessidade de elevar a voz. Sugere também sinais sonoros suaves, emitidos através de um sino de vento ou de campainha, para assinalar transições entre tarefas. Bistafa (2018) recomenda a atribuição de papéis nos grupos para a gestão do barulho. Como tal, em cada grupo designa-se um aluno como chefe do grupo, com a função de relembrar os colegas para falarem num tom moderado.
Para a gestão do barulho na sala, Saliba (2018) alvitra a colocação de expectativas claras logo no início da actividade, explicando, antes da dinâmica, o tipo de voz esperado durante os trabalhos escolares, nomeadamente a voz de apresentação, a voz de trabalho em grupo e o silêncio de reflexão. Na mesma senda, o autor inclui o elogio como reforço positivo para o
comportamento ajustado dos grupos que cumprem os níveis de ruído adequados durante a realização dos trabalhos.
2. Materiais e método
Esta pesquisa baseou-se no método qualitativo, com recurso à observação participativa e às entrevistas. Para efectivação do método em referência, fez-se, inicialmente, a leitura aprofundada dos conceitos de som, ruído e barulho, com o intuito de perceber os limites do tema de pesquisa. De seguida, procedeu-se à observação de uma aula de 45 minutos em cada uma das doze turmas da escola. Não se optou por amostragem, porque a população em estudo é muito reduzida em comparação com as escolas da mesma Zona de Influência Pedagógica (ZIP 2), nomeadamente a Escola Básica da Matola "C" (com 1833 alunos e 41 professores) e a Escola Maria Ana Mogas (com 2000 alunos e 50 professores). Posteriormente, efectuou-se uma entrevista, na qual os professores foram convidados a expressar os seus saberes sobre os termos som, ruído e barulho. Essa questão justifica-se pelo facto de, muitas vezes, os professores usarem o termo barulho no lugar do termo ruído. Na mesma senda, o investigador pediu aos professores para explicarem como gerem o ruído e o barulho dentro das salas de aula. Com a ajuda do formador de Educação Musical do Instituto de Formação de Professores (IFP) da Matola, analisaram-se as respostas dos professores e verificaram-se as lacunas estruturais da escola e comportamentais dos alunos, ambas relacionadas com o ruído dentro da sala de aula.
Os dados recolhidos foram cruzados com os de teóricos mais conceituados na gestão do ruído em ambientes escolares. De referenciar que existe pouca informação relacionada com esta temática, daí as lacunas de compreensão e gestão do ruído e do barulho nas escolas, tanto a nível comportamental quanto a nível estrutural. Finalmente, fez-se o apuramento dos resultados, bem como a formulação das conclusões e recomendações apresentadas adiante.
3. Resultados
Os professores da Escola Anexa usam o conceito de barulho para referir-se aos sons produzidos na escola que atrapalham o processo de ensino-aprendizagem. Segundo eles, são as principais causas do ruído na escola em estudo as seguintes: i) a falta de rigor no cumprimento dos toques dos intervalos que intercalam as disciplinas durante os turnos; ii) a falta de consciência sobre o uso da voz na escola por parte de todos os intervenientes; iii) o arrastamento das carteiras durante as aulas; iv) as solicitações de ida aos balneares durante o
tempo de aula; v) a falta de cobertura ideal nas janelas inferiores das salas de aula; e vi) a superlotação das turmas.
Na Escola Anexa ao IFP-Matola, os professores adoptam várias estratégias de gestão do ruído na sala, dentre as quais se destacam: i) o apelo constante aos alunos para reduzirem as vozes; ii) a administração contínua de actividades de ensino aos alunos, como forma de garantir uma ocupação permanente; iii) o controlo permanente do professor através da circulação na sala; iv) a reestruturação da turma em grupos, dispersando os promotores de barulho; v) o estabelecimento de regras para o uso da voz dentro da sala de aula, destacando-se as desvantagens, as sanções e os prémios (cartões coloridos ou estrelinhas, colados em caso de desobediência ou de obediência, respectivamente); e vi) o cumprimento rigoroso dos momentos de transição dos tempos dos turnos por parte dos professores, através do relógio de parede.
4. Discussão dos resultados
Vygotsky (1934) ressalta que o domínio de um conceito altera a forma como o indivíduo organiza, analisa e gere a sua realidade. Ou, por outra, a compreensão exacta dos conceitos envolvidos no problema garante a uniformidade no diagnóstico e a eficiência na tomada de decisões para a sua mitigação. Desta forma, pode-se concluir que os professores da Escola Anexa não estão bem esclarecidos sobre as proximidades e os distanciamentos dos conceitos de som, ruído e barulho. Usam o conceito de barulho para referir-se aos sons produzidos na escola que atrapalham o processo de ensino-aprendizagem. Ora, o termo barulho não é ideal, uma vez ser carregado de subjectividade. Como se referenciou na definição dos conceitos, o termo ideal seria o de ruído, visto descrever sons indesejáveis que comprometem o processo de ensino-aprendizagem. Detectou-se também a falta de uniformidade nas estratégias de gestão do ruído dentro da sala. Ou, por outra, cada professor usa as estratégias de mitigação do ruído que aprendeu ao longo da sua experiência profissional.
Max Weber (1970) defende que a aplicação de medidas disciplinares ou correctivas deve seguir regras impessoais e universais, garantindo que situações idênticas recebam tratamento rigorosamente igual, independentemente dos indivíduos envolvidos. A falta de uniformidade dos professores da Escola Anexa ao IFP-Matola na aplicação de estratégias de gestão de
barulho poderá dificultar o estabelecimento de uma cultura geral dos alunos em relação ao uso da voz ideal para o processo de ensino-aprendizagem na escola.
5. Agradecimento
Gostaria de expressar o meu mais profundo agradecimento à Escola Anexa ao Instituto de Formação de Professores da Matola, pela inestimável permissão e total abertura concedidas para a concretização desta investigação.
Um agradecimento muito especial é devido ao formador Joel Maliba e ao formador Venâncio Alfiado Machava (ambos do Departamento de Comunicação e Ciências Sociais), cujas observações perspicazes e orientações pontuais enriqueceram sobremaneira este trabalho, bem como pela cuidadosa revisão linguística deste texto, respectivamente. A vossa disponibilidade e generosidade intelectual foram fundamentais para lapidar este estudo.
Considerações finais
Esta investigação teve como foco identificar as estratégias de gestão do ruído adoptadas pelos professores da Escola Anexa ao IFP-Matola. Os resultados evidenciaram que o ruído na sala de aula é provocado por factores comportamentais (como a agitação dos alunos e metodologias desestruturadas) e estruturais (como a superlotação e a reverberação acústica), afectando negativamente a atenção, a saúde e o desempenho escolar.
Constatou-se, por um lado, uma fragilidade conceptual na distinção entre som, ruído e barulho, o que gera heterogeneidade nas respostas docentes. Por outro lado, embora os professores adoptem diversas estratégias de mitigação — como o apelo verbal, o semáforo de ruído, sinais gestuais e regras de disciplina —, estas baseiam-se na experiência individual e não numa directriz institucional unificada, contrariando o princípio de regras universais defendido por Max Weber.
Em suma, conclui-se que a gestão eficaz do ruído na referida escola não deve depender apenas do esforço isolado do professor. Exige uma abordagem integrada que combine a melhoria das condições físicas da escola, a capacitação conceptual dos docentes e a criação de normas institucionais claras e partilhadas para a promoção de um ambiente de aprendizagem saudável e produtivo.
Referências Bibliográficas
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Machado K., Amaral B., Scarone E. R., Cordeiro N.S. e Zaratini P.. (2024). Ruídos no Ambiente Escolar e as Implicações na Saúde do Professor. Audiology - Communication Research, v. 21
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Saliba, T.M..(2018). Manual Pratico de Avaliação e Controlo do Ruído. 10ª Edição Editora LTDA. São Paulo: Brasil.
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Brannstrom, K. J., Holm, L. e Lyberg, A, V..(2021). Noise in the classroom: causes, consequences, and interventions., Journal of Educational Psychology. Https: //doi.org/10.1037/edu0000542
Guerreiro, R., e Silva, C. (2023). O impacto do ruído na sala de aula: Um estudo das condições acústicas e comportamentais no ensino básico. Revista Portuguesa de Educação. Https: //doi.org/10.21814/rpe.23015
Weber, M. (1970). Economy and society: An outline of interpretive sociology. University California Press.
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